Cinco dos sete presos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção descoberto na superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/RN) poderão ser soltos hoje à noite, devido ao final do prazo de cinco dias da prisão temporária. A Justiça Federal pode prorrogar a prisão por mais cinco dias ou por tempo indeterminado, mas, até o fechamento desta edição, ainda não havia qualquer pedido do Ministério Público Federal (MPF) neste sentido. Ainda ontem, a Justiça soltou um dos presos e negou dois pedidos de habeas corpus impetrados pela assessoria jurídica do superintendente substituto do DNIT/RN, Gledson Maia. Assim, seis suspeitos continuam detidos na carceragem da Polícia Federal, dos quais cinco de forma temporária.
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Procurador federal Ronaldo Pinheiro está analisando o processo para definir se pede a prorrogação das prisões Foto:Fábio Cortez/DN/D.A Press
O procurador da república Ronaldo Pinheiro de Queiroz informou que ainda está analisando o processo para definir se irá pedir a prorrogação das prisões ou não. Dos sete presos na operação Via Ápia, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira, Gledson Maia (sobrinho do deputado federal João Maia, do PR) teve prisão preventiva - por tempo indeterminado - decretada e o empresário paranaense preso junto com ele no flagrante foi liberado. Os outros cinco permanecem em prisão temporária. O juiz federal responsável pelo caso, Mário Jambo, justificou a liberação do empresário por meio de sua assessoria de imprensa. Ele disse que atendeu a um parecer do MPF.
A prisão preventiva de Gledson foi decretada pelo juiz Mário Jambo, segundo a assessoria jurídica do acusado, com o argumento de que ele poderia causar prejuízos à ordem pública do processo, ou seja, impedir as investigações. A prisão preventiva de qualquer suspeito de crimes só é decretada quando a Justiça considera que, se estiver em liberdade, ele poderá fugir, cometer os mesmos delitos ou impedir as investigações. De acordo com o superintendente da Polícia Federal, Marcelo Mosele, a operação Via Ápia - nome em homenagem a uma importante rua da Roma Antiga, na Itália - foi fruto de uma investigação iniciada em maio deste ano. No entanto, o que levou à deflagração da operação foi o flagrante dado na última quinta-feira, quando Gledson Maia foi autuado recebendo R$ 50 mil em propina do empresário paranaense, em um restaurante de Natal.
Os suspeitos são acusados de desviar cerca de R$ 2 milhões das obras de duplicação da BR-101, no trecho entre a cidade de Arez até a divisa com a Paraíba. Além de Gledson, estão presos o superintendente do DNIT/RN, Fernando Rocha, um agente de fiscalização do órgão e três funcionários responsáveis legais do consórcio Constran/Galvão/Construcap, contratado pelo DNIT para execução das obras.
Extraído de: Associação dos Juízes Federais do Brasil - 13 horas atrás
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