Nos nossos cursos do iDigo sobre redes sociais sempre alguém suspira ao final: "Demais,
mas tem como vocês me ajudarem a convencer meu chefe de que a gente precisa investir nas redes?" Essa é uma discussão longa e , principalmente, nas pequenas e médias empresas, os relatos mostram que convencer o chefe ou o dono do negócio costuma ser uma das principais barreiras de entrada. Acreditar no potencial das redes sociais como canal de diálogo com consumidor, vendas, fidelização e relacionamento ainda não é uma aposta trivial. Há um enorme grupo de empresas estudando os modelos de inserção, fazendo pequenos testes e sonhando em entrar, mas o medo da inovação, das questões jurídicas, de entraves de TI, as discussões de monetização ou mesmo a insegurança de aprofundar o relacionamento com seu público estão entre os fatores responsáveis por deixar alguns projetos adormecidos.

Estou falando isso porque me lembrei claramente destas carinhas nos cursos quando a Cláudia Valls, que escreve para o nosso blog do iDigo , me mostrou a mais nova do Papa Bento XVI na PCMag : em mensagem aos padres do mundo inteiro, ele defendeu o uso de redes sociais para evangelização e catequese de fiéis. O Papa pediu que, além de pregar nos cultos, os líderes religiosos usem também sites, blogs e outras ferramentas disponíveis na rede, usando todos os recursos que puderem, como imagens e vídeos, que ajudem a levar a mensagem da Igreja e a conquistar novos fiéis.
Segundo ele, o desenvolvimento das novas tecnologias representa um grande recurso para a humanidade e pode funcionar como um estímulo para o encontro e o diálogo. “E quem melhor do que um sacedorte para tomar a frente deste processo?”, argumenta. O Papa termina o comunicado invocando os padres a se tornarem entusiastas das oportunidades que estão se abrindo na web e fazerem uso permanente do meio digital. Veja o texto na íntegra.
A expectativa de Bento XVI é de que os padres sigam seu próprio exemplo e com isso a Igreja consiga se aproximar de uma geração de jovens que estão nas redes e podem ser “fisgados” pelo diálogo vindo do canal certo. Pra quem ainda não viu, o Papa tem, desde 2005, um canal no You Tube em italiano, inglês, alemão e espanhol. Lá é possivel ouvir a rádio e a TV do Vaticano, ouvir a benção do Papa e acompanhar suas atividades mundo afora. Recentemente, ele também entrou noFacebook e lançou um aplicativo para o iPhone, disponível em oito línguas e que permite acompanhar a programação da TV do Vaticano, os discursos do Papa e todos os eventos eclesiásticos.
Sem entrar no mérito das questões da Igreja, acho que a iniciativa merece reflexão. Afinal, se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé. Não é assim que faz? Sem pudor está buscando seus fiéis aonde eles estiverem. E por que não fazer o mesmo com a comunicação de nossos serviços e produtos? Quer melhor canal que as redes sociais para o diálogo? Achei que pra quem ainda precisa ser convencido dos benefícios das redes para a comunicação corporativa, essa pode ser uma boa dica.
Obs: ainda sobre convencer o chefe, o Wagner Fontoura postou ontem no seu blog Boombust um link do slideshare de uma apresentação divertida e muito bem sacada do Olivier Blanchard falando de Roi em mídias sociais. Ele dá dicas de como cruzar métricas. Considerando que medir só page views, seguidores no Twitter e participantes em comunidade não é suficiente pra convencer sobre retorno de investimento, ele mostra como cruzar isso com os resultados do negócio. Vale ver.
Fonte: Mercado Digital por Andréa Dunningham -
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